
Embora fosse péssimo para o seu bem estar, ela guardava tudo sobre ele em uma caixa escondida no fundo de sua gaveta, porém a caixa nem parava lá dentro, vivia em suas mãos, ela não conseguia esquecer e nem queria. Sentia que cada vez ele estava mais distante dela, ou seria ela que estava se distanciando de tudo e todos? Ela não sabia bem explicar o motivo, porém adorava aquela caixa, adorava lembrar, mesmo doendo cada vez que via a foto dele lhe dando um beijo no rosto, a lágrima como de rotina caía e ela logo achava um lenço para acalmar o pranto. Ninguém se quer desconfiava o choro dela, saía na rua como se recém tivera saído do circo, visto palhaços, malabaristas e todo aquele encantamento que se encontra neste lugar, mas nela a única coisa parecida com circo era o coração bobo e palhaço que acreditara e caíra nas mentiras daquele moço com sorriso encantador e olhar mágico que prende a gente com aquele brilho. Ela já havia desistido, mas não esquecido, ela era eu. O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Esse garoto, do sorriso lindo,que eu me apaixonei já não era o mesmo… E nem aquela menina que antigamente era doce e meiga. Já tinha virado uma nostalgia de amor e lembranças, com um poquinho de saudade. Todos os dias pegava aquela caixinha para me lembrar de tudo oque aconteceu entre nós. E lá estava eu olhando para nossa foto, e vendo tanto que teu sorriso, me fazia bem. adocicad4 ft. indiscret-a

Ás vezes a minha noção sai de rumo mesmo. Sai de órbita, e parece que o meu mundinho melancólico está girando pelo lado contrario. Sim, tudo está ao contrário. “Desdenhe um pouco mais dessa vida moça! Que aí sim você verá o que é viver de verdade.” Como se eu não vivesse… Como se eu apenas sobrevivesse! Não, existir e viver são coisas bem diferentes. Não quero só causar espaço e gastar oxigênio. Não… Tudo menos isso. Fazer a diferença, ou melhor, ser a diferença. Deixar o tempo extrapolar em minhas mãos, e deixar ele voar, querubim. Sem guardar mágoas, sem remorso meu bem. Sem pensar no que irá acontecer. Sem criar frases na tua vida no passado e nem no futuro. Dançar como se a música flutuasse no ar, como se você rodopiasse delicada, bailarina. Como se fosse eu que comesse a última torta de limão do planeta. Afinal, há de me orgulhar um dia das coisas que nem fiz. A maquiagem borrada, o café frio, as esquinas dessa vida. Empalidecida, entristecida. Fui brutal e gélida por tanto tempo. Como se as pessoas na minha volta não percebessem que meu coração não era tão marmorizado quanto parecia. Mas sim que era quente, fervoroso. Ninguém poderá fazer idéia do quanto eu virei, entornei, tombei o meu coração. Deixei ele virar uma pirueta, fazer o meu mundo virar de cabeça para baixo. Remei, remei e remei mais um pouco, mas o meu intuito principal não foi fazer com que o barco vire, que a minha vida desmorone, que eu desmorone. Ódio, não, essa palavra não é certa. É dor, uma dor saborosa e inconsequente, rebelde, covarde, contraditória. E olha com quem ela se parece. Bem com você. Olha! Há os fofoqueiros, os que dizem que é loucura, maluquice, parafusos soltos, que sou doida, meio incerta, ou os que dizem que eu preciso mais é ir a um psicólogo, e tratar disso logo. Mas disso o que? Desse cérebro que involuntariamente tenta acabar com o meu sono? Acabo sonhando acordada. Voando longe, se arrastando entre as nuvens, estando nas nuvens. Bate no peito a saudade, a dor, o amor. Bate o que eu não quero que bata, o que eu quero manter distância. Ou melhor, curar esse amor. Um amor turvo, entristecido, mas ainda sentido. Ah meu bem, como que eu queria me livrar desse amor soturno, desse amor já corcunda, destruído pelo tempo. Mas que continua em pé, como se não bastasse que já fosse pisoteado e massacrado tantas e tantas vezes, que nem dá de se contar no dedo. Como se estivesse desgastado, e precisasse ir a um hospital, fazer curativo e tomar remédio. Como se estivesse sem rumo, sem uma linha a traçar, sem um caminho a seguir. Como eu queria que fosse diferente. Que as borboletas mudassem seu trajeto. E agora não param de vir até a mim. Será que estou fazendo de papel de vítima? Fazendo com que pensem que sou à vitima dessa história? Que sou a frenética fora de si. Sou a iludida apaixonada. A boba inconsciente. A carta fora do baralho. Isto. (marble-d)

“— Ainda sente algo por ele ?” — Neste momento, milhares de lembranças passaram por sua cabeça. Aquelas das quais não foi capaz de esquecer. E talvez nunca será. Marcou de tal forma, que só sofresse de uma amnésia para esquecer. E pode ser que nem assim. Mas sinceramente, acho que pode não fazer a mínima questão de esquecer. Talvez prefira deixar lá, bem guardadinho. Sei lá, onde ninguém possa lhe tirar. Até porque, sei que foram momentos muito especias para serem jogados ao vento, como se nunca tivessem significado nada. Mas significaram. E como. Ainda sim. Com certeza, prefere deixar assim, sem mexer. Intacto. E apenas sabendo que estão lá. Em algum lugar desconhecido, mas estão. Na verdade, é como estivessem congelados em sua mente. Mas prefere não tocar muito nesse tal assunto de passado e memória, talvez porque saiba que aqueles momentos não irão voltar. Triste. Diz que já perdeu todas as esperanças. Não lhe resta mais absolutamente nada. “Pois foi tanto, esperar, desacreditei”, dizia. Sinceramente, eu lhe dou um pouco de razão. Para qualquer coisa que queres muito na vida, chega um dia em que cansas. De tanto esperar. Espera que parece não ter fim e, ainda por cima, por algo que não tens certeza que irá acontecer. Uma sensação tão ruim que te dá. De que algo está faltando, e não podes fazer absolutamente nada. Enfim, mas no fundo eu acho que ainda tem esperanças, sei lá, de que tudo vai voltar a ser como era. Porque apesar de ter cansado, digo com toda certeza do mundo: não desistiu de nada. — Depois de alguns poucos minutos, sem dizer quaisquer palavras, simplesmente balançou a cabeça, fazendo um gesto positivo. Bastou, apenas isso para conseguir escrever tudo o que descrevi aqui. — Laura (poeta-bip0lar)
Stefan and Elena, season three.
I was praying that you and me might end up together.